terça-feira, 12 de julho de 2016

Strength

Eu descobri, por meio da escrita, meus diversos níveis de dor. 

Quando estou confusa ou com alguns pensamentos cruzando minha cabeça, eu abro a página de notas no celular e escrevo qualquer coisa rápida. Quando meus pensamentos já são mais intensos e precisam sair detalhados, eu abro qualquer caderno e escrevo. Agora, quando estou tão mal que não tenho forças para o caderno, eu uso aqui. Ou qualquer computador. 

Infelizmente, 4 meses depois venho discorrer sobre o mesmo assunto de publicações passadas. Tanto aconteceu depois dela que eu ficaria dias escrevendo. Mas sobre hoje é só sobre o que estou sentindo no momento. Sem precisar contextualizar mais do que o necessário para me sentir bem. Sexta passada (8), eu tive que presenciar as mesmas palavras que do dia 23 de fevereiro. "Quero um tempo". Pelo menos eu estava relativamente preparada pra elas - ou coisa mais forte - mas não foi por isso que tiveram menos força ao atravessa meu peito. Só que dessa vez a minha reação foi diferente e realmente demos um tempo. Chorei, mas me mantive firme nas "minhas decisões" e agora tudo o que eu tenho que fazer é torcer e esperar para o final dessa semana. 



Estou no processo de recuperação do meu amor próprio, do meu respeito, limites e segurança. Não importa o que acontecer com nós dois, eu finalmente consegui entrar no processo. Chamo de processo porque não é do dia para a noite que tudo volta 100%. Sei que tenho que ser forte e serei. Até ele me chamar, ficarei quietinha na minha e deixarei ele tomar o comando da situação. Que, num pequeno insight enquanto escrevo, detectei certo padrão nele querer se afastar e dar um tempo toda vez que se sente sufocado e tendo suas opiniões e escolhas sucateadas. Será que estou certa ao pensar assim? É um pouco problemático esse padrão, mas pelo menos me da uma visão mais ampla de toda coisa. 

Tô morrendo de saudade dele. Estou vivendo meus dias e vendo um monte de coisa legal que eu queria poder contar pra ele. Estar junto dele, sentir aquela coisa gostosa que sinto quando estamos juntos (e bem), mas eu sei que eu tenho que ser firme dessa vez. Se ele quer o espaço dele, então beleza. Se ele não quiser mais, infelizmente eu vou ter que aceitar e seguir em frente. Por mais que eu ame ele mais do que eu mesma consigo entender (e muitas vezes aceitar), não vou me submeter a condições horríveis de namoro ou mesmo viver a mercê das decisões e escolhas dele. Se ele quiser terminar comigo, vai ter que encarar as consequências de que eu posso seguir em frente. Que eu posso beijar outras pessoas e que eu não sou mais dele. Afinal, acabo de redescobrir que na verdade eu sou minha. Finalmente! Estava em tempo! E se ele quiser colocar um ponto final, então que seja. Não irei implorar pelo amor de ninguém, listar motivos pra continuar comigo e me descabelar se ele me disser não. Isso é passado. Isso foi aprendizagem. 

A única coisa que está me matando, além da saudade, é saber que talvez justo quando eu fico bem e estou me recuperando de verdade e seria um ótimo momento para mais uma tentativa, ele decida que não quer mais nada ou não me ama mais ou sei la o que. Bom, vou mostrar que com ou sem ele eu vou continuar evoluindo nessa recuperação e que eu vou voltar a ser 100% a mulher que eu era antes. A qual ele realmente se apaixonou. E não a Estrella que chora, implora, reza, pede, gruda, esmaga e controla. Ela, se eu quiser, nunca mais virá a existir. 

Tudo que posso fazer é torcer para o melhor. Torcer para que esse tempo sirva pra ele ver que também estava tomando algumas decisões e ações erradas no nosso relacionamento e que não foram apenas os meus erros que nos corromperam. Vou pedir para os deuses e espíritos e forças maiores nesse universo que clareiem os pensamentos dele e mostrem que ainda temos uma chance. Que ele sinta que ainda não é hora de nos despedirmos. Que ele sinta o coração dele bater mais forte no pensar em me perder e que ele, finalmente, entenda o que lutar por alguém significa. 

Se ele não lutar, se ele não sentir ou não quiser, tudo bem. Vou chorar, vai doer, mas eu vou seguir e quem sabe um dia lá na frente nós não tentamos de novo? Eu não queria desse jeito, mas se tem uma coisa importantíssima que eu aprendi com tudo isso é que não da pra amar pelos dois. Ou são os dois ou não é ninguém. 

Escrevo para canalizar energias e pensamentos nisso. Para aliviar o incômodo que sinto ao ficar vagando dentro da minha cabeça me questionando se ele está sentindo a minha falta, se está se aproximando ou se afastando, se vai me chamar no dia marcado, se tudo vai dar certo ou se minha vida vai ter que seguir sem ele... 

Espero que tudo dê certo. Tenho certezas fincadas na cabeça agora e talvez isso seja de grande importância na hora de decidirmos o que fazer. E se voltarmos, as coisas serão diferentes do que da outra vez. Espero que pelas duas partes. Tento ser realista (ou pessimista, chame como quiser) e não me perder em ilusões e um final que eu queria que tivéssemos para eu não quebrar a cara quando tudo acontecer. 

Não sei se é essa força se erguendo dentro de mim, se é meu amor próprio gritando alto, mas por mais que eu tente dizer pra mim mesma que estou sendo realista e pessimista quanto as coisas, sinto que talvez tudo acabe bem. Agora não sei se as coisas vão acabar bem para nós ou só para mim. 

Espero que para ambos.

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