terça-feira, 19 de julho de 2016

quinta-feira, 14 de julho de 2016

?

Eu realmente não sei mais o que escrevo. Comecei escrever um pouco no meu caderno citando motivos pelos quais eu acho que vai dar tudo certo e alguns pontos que mostrem que ele não quer terminar e sim fazer tudo ficar bem.

Claro, tudo é especulação minha e dedução de todas as coisas que conversamos e eu ando vendo, mas não sei. Como já dito em algum lugar antes, algo dentro de mim diz que vai ficar tudo bem, mas fica difícil saber se é intuição ou minha vontade de querer que tudo fique bem. Fico listando mil motivos para continuarmos juntos e só me passa pela cabeça todos os nossos momentos bons e isso me entristece de tal forma que não sei explicar. E tudo me remete à pergunta central dessa semana "o que ele ta sentindo?" e suas variações. 

Sei que ele gosta de mim e muitas coisas comprovaram isso, mas o que será que está acontecendo então? Passamos uma semana boa, ele vai lá e caga na segunda e na sexta é ele que pede um tempo. Me deixando totalmente com um ponto de interrogação gigante na cabeça. Aí ele fica dando "sinais" que eu posso interpretar de três mil maneiras, mas nunca saber qual a correta. Tento sempre pensar na pior possibilidade para não me iludir e quebrar a cara depois, mas também me faz muito mal pensar assim porque parece que essa semana serve para eu esquecer ele ou como um test drive do nosso término. 

Mas aí ele vai e aceita meus amigos jogarem bola na casa dele sabendo que eu não vou poder ir e sabendo que ainda não nos acertamos (talvez ele pense que teremos nos acertado até lá?) e aí eu sou obrigada também a decidir as coisas da praia sem a confirmação dele. Sem um piu dele que mostre qualquer coisa. E é uma merda ter que organizar a praia sem ele. Pensar que vou dormir sozinha lá e não ter ele pra agarrar ou irmos pra praia juntos mais uma vez. 

Tento colocar pensamentos em perspectiva, mas fico confusa. 

Quinta, ele mesmo disse que pagar a praia e ir no japonês ia ficar pesado. Aí na sexta ele pede um tempo. Isso significa que ele inviabilizou a praia em 1 dia? 

Essas dúvidas tem me matado e me consumido por dentro. Não aguento mais. Tenho vontade de sair do posto firme e forte que me encontro e simplesmente chamar ele pra conversar e perguntar "e aí, meu?", mas sei que essa não é a melhor decisão a se tomar. Sei que tenho que esperar ele me chamar. Mas ele não ta sendo um tremendo cuzão em não me deixar a par das coisas ou da praia pelo menos? Sendo que ele sabe que estamos com as pessoas contadas e que eu saber antes já é de grande ajuda para decidirmos e chamarmos outras pessoas para ocuparem esse lugar. 

O que se passa na cabeça dele? 

Será que ele vai me chamar amanhã/no final de semana?

O que será que vai acontecer com a gente?

Ele sentiu minha falta nessa semana?

Ele sentiu vontade de falar comigo, mas simplesmente não o fez para conseguirmos passar por essa semana?

O que aconteceu para ele duvidar do amor? Ele realmente acha que deixou de me amar de uma semana pra outra? 

Ele entende a gravidade da nossa situação e está dando a atenção necessária pra ela?

Será que ele está racionalizando ou se permitindo sentir mais para decidir?

Será que ele se vê com um poder sobre mim que nunca teve sobre ninguém e está gostando dele?

Ele irá acreditar quando eu falar sobre a minha mudança?

Ele vê onde erra e também tenta trabalhar isso da melhor maneira possível ou ele simplesmente desistiu e só pensa "ah, eu só faço mal pra ela, deixa eu acabar com isso daqui" 

Eu 
Estou
Perdida
Sem direção 
Apenas especulações 

Alguém
Me
Uma
Luz 

Pelo amor de deus 
Dos céus
Dos deuses
Do meu coração

Preciso de ajuda 
Dica
Spoiler

Estou cansada
De esperar
Alguém decidir
Se me ama ou não
Pela segunda vez
Enquanto eu transbordo amor 

Essa é a última vez que ele faz isso comigo
Que qualquer um faz isso comigo

Preciso de ajuda
Por favor
:(

terça-feira, 12 de julho de 2016

Strength

Eu descobri, por meio da escrita, meus diversos níveis de dor. 

Quando estou confusa ou com alguns pensamentos cruzando minha cabeça, eu abro a página de notas no celular e escrevo qualquer coisa rápida. Quando meus pensamentos já são mais intensos e precisam sair detalhados, eu abro qualquer caderno e escrevo. Agora, quando estou tão mal que não tenho forças para o caderno, eu uso aqui. Ou qualquer computador. 

Infelizmente, 4 meses depois venho discorrer sobre o mesmo assunto de publicações passadas. Tanto aconteceu depois dela que eu ficaria dias escrevendo. Mas sobre hoje é só sobre o que estou sentindo no momento. Sem precisar contextualizar mais do que o necessário para me sentir bem. Sexta passada (8), eu tive que presenciar as mesmas palavras que do dia 23 de fevereiro. "Quero um tempo". Pelo menos eu estava relativamente preparada pra elas - ou coisa mais forte - mas não foi por isso que tiveram menos força ao atravessa meu peito. Só que dessa vez a minha reação foi diferente e realmente demos um tempo. Chorei, mas me mantive firme nas "minhas decisões" e agora tudo o que eu tenho que fazer é torcer e esperar para o final dessa semana. 



Estou no processo de recuperação do meu amor próprio, do meu respeito, limites e segurança. Não importa o que acontecer com nós dois, eu finalmente consegui entrar no processo. Chamo de processo porque não é do dia para a noite que tudo volta 100%. Sei que tenho que ser forte e serei. Até ele me chamar, ficarei quietinha na minha e deixarei ele tomar o comando da situação. Que, num pequeno insight enquanto escrevo, detectei certo padrão nele querer se afastar e dar um tempo toda vez que se sente sufocado e tendo suas opiniões e escolhas sucateadas. Será que estou certa ao pensar assim? É um pouco problemático esse padrão, mas pelo menos me da uma visão mais ampla de toda coisa. 

Tô morrendo de saudade dele. Estou vivendo meus dias e vendo um monte de coisa legal que eu queria poder contar pra ele. Estar junto dele, sentir aquela coisa gostosa que sinto quando estamos juntos (e bem), mas eu sei que eu tenho que ser firme dessa vez. Se ele quer o espaço dele, então beleza. Se ele não quiser mais, infelizmente eu vou ter que aceitar e seguir em frente. Por mais que eu ame ele mais do que eu mesma consigo entender (e muitas vezes aceitar), não vou me submeter a condições horríveis de namoro ou mesmo viver a mercê das decisões e escolhas dele. Se ele quiser terminar comigo, vai ter que encarar as consequências de que eu posso seguir em frente. Que eu posso beijar outras pessoas e que eu não sou mais dele. Afinal, acabo de redescobrir que na verdade eu sou minha. Finalmente! Estava em tempo! E se ele quiser colocar um ponto final, então que seja. Não irei implorar pelo amor de ninguém, listar motivos pra continuar comigo e me descabelar se ele me disser não. Isso é passado. Isso foi aprendizagem. 

A única coisa que está me matando, além da saudade, é saber que talvez justo quando eu fico bem e estou me recuperando de verdade e seria um ótimo momento para mais uma tentativa, ele decida que não quer mais nada ou não me ama mais ou sei la o que. Bom, vou mostrar que com ou sem ele eu vou continuar evoluindo nessa recuperação e que eu vou voltar a ser 100% a mulher que eu era antes. A qual ele realmente se apaixonou. E não a Estrella que chora, implora, reza, pede, gruda, esmaga e controla. Ela, se eu quiser, nunca mais virá a existir. 

Tudo que posso fazer é torcer para o melhor. Torcer para que esse tempo sirva pra ele ver que também estava tomando algumas decisões e ações erradas no nosso relacionamento e que não foram apenas os meus erros que nos corromperam. Vou pedir para os deuses e espíritos e forças maiores nesse universo que clareiem os pensamentos dele e mostrem que ainda temos uma chance. Que ele sinta que ainda não é hora de nos despedirmos. Que ele sinta o coração dele bater mais forte no pensar em me perder e que ele, finalmente, entenda o que lutar por alguém significa. 

Se ele não lutar, se ele não sentir ou não quiser, tudo bem. Vou chorar, vai doer, mas eu vou seguir e quem sabe um dia lá na frente nós não tentamos de novo? Eu não queria desse jeito, mas se tem uma coisa importantíssima que eu aprendi com tudo isso é que não da pra amar pelos dois. Ou são os dois ou não é ninguém. 

Escrevo para canalizar energias e pensamentos nisso. Para aliviar o incômodo que sinto ao ficar vagando dentro da minha cabeça me questionando se ele está sentindo a minha falta, se está se aproximando ou se afastando, se vai me chamar no dia marcado, se tudo vai dar certo ou se minha vida vai ter que seguir sem ele... 

Espero que tudo dê certo. Tenho certezas fincadas na cabeça agora e talvez isso seja de grande importância na hora de decidirmos o que fazer. E se voltarmos, as coisas serão diferentes do que da outra vez. Espero que pelas duas partes. Tento ser realista (ou pessimista, chame como quiser) e não me perder em ilusões e um final que eu queria que tivéssemos para eu não quebrar a cara quando tudo acontecer. 

Não sei se é essa força se erguendo dentro de mim, se é meu amor próprio gritando alto, mas por mais que eu tente dizer pra mim mesma que estou sendo realista e pessimista quanto as coisas, sinto que talvez tudo acabe bem. Agora não sei se as coisas vão acabar bem para nós ou só para mim. 

Espero que para ambos.

domingo, 6 de março de 2016

Feliz 19 anos

Quando se está tão mal que não há nem forças para escrever, mas há tanto para falar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Something new out of the hurt

"So don't go away
Say what you say
But say that you'll stay
Forever and a day
In the time of my life
'Cause I need more time
Yes, I need more time just to make things right"


Ontem o dia foi pesado. 23 de fevereiro passou a ser mais do que apenas uma data no calendário.

Me sinto destruída, quebrada e machucada. Ouvir aquilo me deixou desse jeito. Meu corpo inteiro dói, mas sinto meu peito, coração e garganta apertarem tão forte que tenho medo que explodam logo mais dentro de mim. Meus olhos pedem arrego desde ontem porque não aguentam mais chorar. Eu também não. Não consigo ficar sozinha sem algo me entretendo ou longe você sem cair em lágrimas e dor e fico no eterno desejo de acordar de supetão encharcada nas lágrimas e sentir meus brônquios abrirem pra eu conseguir respirar direito de novo.

Eu sei fiz isso comigo mesma, mas alguma coisa não ta certa. Não era pra doer tanto ou pra machucar meu corpo inteiro. Não consigo parar de pensar nas marcas que isso deixou em mim. Já estava tão sensível e de repente você me dá mais essa. Não sei se consegue entender o que isso fez comigo ou significou para nós, mas eu sinto. Nós nunca deveríamos ter passado por isso. Sim, nunca. Fico pensando em vezes que ver meus amigos e ouvir aquele discurso de como somos perfeitos e eles querem ser nós dois e tudo que me vem na cabeça é você pronunciando aquelas palavras que quase me fizeram vomitar.

O dia seguiu de maneira ok. Engoli, reprimi, esmaguei tudo que tava sentindo pra poder tentar ter uma noite normal. No final dela, lá estava eu em prantos de novo com a tristeza estampada no meu rosto e um montão de coisas passando pela cabeça, mas você, como sempre, estava lá para tocar em mim e eu sentir um pouco de paz (a paz total era ilusão num momento como esse).

Cheguei em casa a noite e no primeiro lapso de memória que tive, chorei. E chorei de novo e segui soluçando até dormir. Ao acordar, meu coração havia descansado um pouco. Não muito, só um pouco. Preciso de você. Falar com você e impedir que eu inteira exploda. Não sei porque me dói tanto, porque estou tão mal a ponto de não conseguir parar de chorar ou não conseguir comer.

Não quero dor, não quero sofrer por você. Não por você.

Deve estar cansado de ouvir eu falar sobre filosofia, mas é a única aula que eu posso usar algo nas conversas por enquanto, mas meu professor disse que tudo sem equilibrio é ruim. Excesso ou falta. Excesso de amor também me parece ser. Como posso me sentir tão sua que nem mais minha sou?

O domínio que teve sobre mim depois de falar tudo aquilo é tão grande, mas tão grande que estou assustada. Assustada no sentido literal da palavra. Aterrorizada e morrendo de medo o tempo todo. O tempo todo. Acho que por isso eu choro. Não faço ideia. Só me sinto tão mal que me sinto despedaçar aos poucos. Medo de você não me amar ou me querer como antes. Medo de eu não conseguir ser boa pra você e medo de ter que viver uma vida que você não vive comigo.

Preciso ouvir e sentir de você coisas que comprovem que eu estou errada. Estou, né? Tento me focar na sua voz dizendo "eu tenho tanto medo de te perder" e "eu nunca amei ninguém na vida como eu amo você". Ainda é verdade? Ainda é assim? O que foi aquilo que você fez? Por que fez? Eu entendo os motivos, mas não achou de verdade que eu sairia dalí inteira, não é? Que eu sairia sem trocentos arranhões pelo corpo inteiro.

Você se arrepende? Ao me ver desse jeito, perdida, machucada, quebrada, destruída por sua causa, você se sente mal? Não é possível e natural ver uma pessoa que você ama tanto sofrer por sua causa e não sentir absolutamente nada. Teria tomado a mesma decisão se soubesse que era assim que eu iria acabar? Sem conseguir fazer nada a não ser chorar e pedir pra cada deus que existe nesse mundo tirar essa dor gigantesca dentro de mim?

Você sairia de casa feliz com a sua decisão se eu tivesse te deixado partir?

Eu quero esquecer isso. Eu preciso tirar isso da minha cabeça. Tem como apagar, destruir ou mandar pra outra imensidão? Eu acho nunca vou esquecer que um dia você quis um tempo. Nunca.

E tudo que ecoa dentro de mim é você me ama? você me ama? você me ama? por favor, mostre que você me ama... Eu preciso ter certeza.

Te amar é a coisa mais bonita e gostosa da minha vida. Sofrer por você é a mais dolorosa e cruel. E nunca pensei que precisaria usar a frase:

"Because nothing makes me happier and nothing makes me sadder
than you"