domingo, 28 de dezembro de 2014

2015 waits for you



Ah, 2014...

Não me iludi quando acreditei que você me traria surpresas. Me trouxe tudo que os outros anos também trouxeram: alegria, dor, amor. Trouxe pessoas novas, mas as tirou tão rápido que não fui capaz de guardar seus cheiros. Não acredito que eu revivi o ano passado com a doideira de São Paulo e que ela me resultou uma noite totalmente memorável, mesmo com seus fins. Me trouxe uma porrada de shows bons e umas saudades gigantescas deles! Fez meu bolso ecoar de tanto vazio pelo dinheiro gasto nisso tudo! E não há uma gota de arrependimento em mim.

Você foi um ano de fins pra mim. Fim definitivo da escola, o que me traz uma saudade gigantesca! Me trouxe a formatura e meu discurso que parece ter durado um piscar de olhos. Alegrias tão boas de viver esse ano com quem vivi por 10 anos e que todas elas transformem-se em felizes reencontros.

Como falar de 2014 sem falar de vestibular? Impossível. Essa palavra ta marcada nesse ano. Me trouxe nervoso, incerteza, ansiedade e também surpresa! Segunda fase da Unesp que ta me matando de ansiedade por ter que me fazer esperar até o fim de janeiro pra saber os rumos que minha vida vai tomar em 2015. Rumos que prometo me dedicar ao máximo! Sejam eles quais forem. Cursinho ou faculdade. Terão minha atenção total!

Você me trouxe a maior dor que já senti na vida. A da perda. Aprendi que ela nunca some. Ao contrário, ela fica cada vez mais presente e de vez em quando bate na mente pra avisar que ta ali. Me fez ter medo de amar mais, de me entregar mais. Ela me tira o sono vez ou outra e um monte de lágrima que saem escondidas que ecoam a dor. Não aprendi direito a lidar com isso. Não espero que eu vá algum dia.

Engraçado como eu gosto de personificar 2014 e de tentar juntá-lo como se fosse alguém. Sorrio no olá, choro no adeus e peço pra ele por coisas boas. É o mais próximo que posso ter de alguém para colocar a carga da vida. 2014 foi lá um estagiário, mas me surpreendeu. Vai terminar de modo espetacular. Numa viagem de 4 dias com meus amigos e muita história pra contar e começar o ano ao lado das melhores pessoas e o mais feliz e em paz que pudermos. Começar o ano de um jeito bom talvez desencadeie uma serie de coisas boas pela frente. Sejam elas o que forem. Seja qual lado o final de janeiro me reservar.

Esse finzinho de ano me fez marcar na cabeça que a vida é agora. Não é o amanhã e muito menos os meses seguintes. É agora. É o calor do dia. É o tédio dele. São as horas que passam. Essa é a vida. E você tem que fazer dela o melhor possível. De cada dia, extrair o máximo que der de agora e acumulá-los.

Obrigada, 2014.
Que em 2015 eu não espere absolutamente nada e veja coisa boa em todos os "agoras", mas saiba lembrar que existem muitos amanhãs!

Ps: 3 meses pros 18! Finalmente!
Ps2: meu cabelo cresceu!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Novo Discurso

Boa noite

É tanto uma honra quanto um desafio ser a responsável por transcrever 3, 5 ou até 10 anos em algumas palavras essa noite. Esta, talvez, uma tarefa impossível já que não vejo modo justo de representar nosso tempo juntos. Tempo que nos levam a passar a maior parte de nossos dias com pessoas tão diferentes de nós, mas que com o passar dos dias, a convivência deixa de ser uma obrigação e se torna um conforto que nos salvou de longas horas de aula e fez com que compartilhassemos histórias e risos todos os dias.

15 pessoas que dividem não só o mesmo espaço, mas a mesma fase na vida, as mesmas preocupações e dividem, sobretudo, seis dúzias de piadas que só elas entendem. Que, para descontrair, não só cantaram, mas criaram gritos de guerra e músicas como Dánilo. Transformaram intervalos em pique-niques, viraram hippies, rockeiros, filmes e colocaram o material em balde e a partir de segredos contatos, a pergunta “nenhuma?” foi feita em algum momento do dia.

Por mais que tivéssemos que lutar contra o sono e acordar cedo, vai ser difícil não sentir saudades quando, no final de janeiro, já não tivermos mais que colocar uniforme ou fazer o caminho até a escola para nos encontrarmos com aquelas caras de “eu quero mais férias”. Vamos sentir falta da nossa sala de aula quando entrarmos pela primeira vez em outra e não vermos os rostos que tanto nos acostumamos a ver ou quando vermos algo engraçado e não pudermos apenas virar para o lado e compartilhar ou só responder “sim, temos x-burguer.”

Lembraremos das várias histórias com professores fotógrafos, amantes de praia ou que parecem o Rafinha Bastos. Ficaremos com saudade de ouvir os bom dias da Márcia logo às 7h da manhã ou de voltarmos a infância com morto-vivo. Também de aprender novos provérbios ou ficamos nervosos com provas de matemática. Não iremos enrolar em um portunhol com “espanhol és facito” ou rir com Friends. Não vamos mais nos assustar com os tapas na porta do Fábio ou ouvir seus monólogos e imitações ótimas e falando em imitações, crepúsculo nunca mais será o mesmo e a palavra “látex” nunca mais soará igual para nós.

O pouco desses 3 últimos anos que consegui transcrever mostra que cada pessoa que passa por nós nos marca em algum ponto. Que você não é mais o mesmo após passar por cada um desses 15 alunos ou corpo docente porque cada um deles te mostrou algo novo e de um jeito ou de outro te mudou. Então, que a partir de agora acumulemos amigos, experiências, risos e também saudades daqueles que já passaram para que possamos sempre estar em constante mudança para também mudarmos os outros por onde passarmos.

É difícil acreditar que o dia que todos nós esperávamos chegou. Chegou e trouxe com ele aqueles que tanto nos apoiaram durante esses anos, família, amigos, professores e coordenação. À eles, obrigado. E que façamos dessa noite uma noite para se comemorar o resultado dos anos de trabalho de todos nós e deixemos de lado a tristeza da despedida até porque sem elas, não teríamos o prazer do reencontro.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

The sweetest eyes

"Give your heart to her and she'll give you hers"

Eu que não havia perdido ninguém na vida, perdi você. De todas as dores que já senti nessa vida, a de hoje foi a pior de todas. Mas de todas as alegrias, nenhuma supera os 11 anos que passei do seu lado.
Engraçado que eu era uma criança quando te vi pela primeira vez e agora já sou quase uma adulta, ou seja, você me acompanhou durante todas as etapas da minha vida e parece que foi ontem que subiu no sofá sozinha pela primeira vez. Ah, meu amor, são tantas lembranças boas que seria difícil listar a maioria. Como aquela vez que levamos você no lago e não pensou duas vezes antes de pular naquela água. Ou todas as vezes que você destruía o lixo e fazia de conta que não tinha culpa. E até quando sentei pra jantar hoje e senti saudade de te empurrar com a cadeira ou apoiar os pés em cima de você.
Fui uma criança no mínimo feliz por sempre ter você correndo pela casa e roubando comida da mesa. Só por brincar de jogar a bolinha e depois ser uma luta pra tirá-la de você ou quando eu sentava em cima do pano e você me puxava pelo quintal. Tudo isso e todos os momentos de carinho e lambidas que molhavam todo meu rosto construíram o que sou hoje e o amor que eu tenho dentro de mim.

Dizem que tudo que você precisa na vida é amor e um cachorro. E com você eu sempre tive amor de sobra. Você sempre teve amor de sobra porque todo carinho, conforto e segurança do mundo foram dados esse tempo todo e isso é o que importa. Cuidamos de você como se fosse uma "pessoinha" -como eu andava dizendo esses dias- e te amamos de todos as maneiras que se pode imaginar.
Falei hoje do dia que te levei pra passear e você arrebentou meu joelho porque me arrastou pela calçada pra ir atrás da bola daquela menina e em como eu não soltei sua coleira por nada no mundo e quando o fiz, o vô deu um pisão nela. Poderia ter perdido os dois joelhos que só o que me preocupava aquela hora era saber se estava bem.

Ah, Madonna. Amor resume tudo. Resume eu, você e tudo que essa família (suas irmãs incluso) sentem por você. E agora, saudade. Pode ser clichê, mas você me mostrou o que é amor. Aquele puro, gentil e que nos preenche. Aquele meio louco onde fazemos qualquer coisa sem pensar e não medimos esforços uma vez sequer. Onde "pensar duas vezes" não existe. Senti isso quando te vi balançar o rabo pela primeira vez desde aqueles dias horríveis e comecei a chorar. Quando te vi em casa depois de uma semana longe e te abracei como se não a visse há anos (sendo que tinha te visto todos os dias daquela semana). 
Agora, infelizmente, não vou ouvir mais você latir. Não vou sentir meu rosto molhado de suas lambidas ou ver você balançar o rabo quando chego em casa. A casa parece vazia sem você, mas está repleta de você em cada cantinho dela e dentro de nós. Prometo que vamos cuidar daquelas duas por você que sempre fez um papel de mãe tão bom! Assim como ontem que não queria me despedir de você, não quero terminar esse texto agora...

Saiba que seus doces olhos e seu coração puro jamais serão esquecidos e que te levarei pra sempre comigo. Já to morrendo de saudades de você, mas antes a minha dor do que a sua. Agora você está num lugar onde nada mais pode te machucar. Você foi forte até o ultimo segundo, menina! Obrigada por cada dia desses 11 anos incríveis que tive a honra de passar ao seu lado.
Descanse em paz, gordinha! 
Pra sempre em nossos corações. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Officially replaced

"Agora você sabe oficialmente..." 

Eu mal havia aberto meus olhos e eles já se inundavam em lágrimas. Meu coração apertou e as únicas palavras que saiam da minha boca foram "Eu não aguento mais". 
Só eu entendi a dor de saber que meu lugar tinha sido, oficialmente, substituído. Talvez por alguém n vezes melhor e que faça todas as memórias comigo, desaparecerem. Assim como o sentimento que tivemos e as alegrias e suores que compartilhamos, que agora você compartilha com outra pessoa. Uma que me fará sumir. 
Se colocarmos na ponta do papel, não há sentido pelo qual ainda nos falamos todos os dias. Como eu já havia dito, você era tudo pra mim e eu para você. Parece que só um de nós manteve o sentimento. Eu fui fragmentada em outras enquanto eu só tinha mais contras do que prós. 
Acho que tem medo de perder a pessoa que vira o mundo de cabeça pra baixo por você. Que sentimento egoísta! Eu, que sinto dores pelas várias partes de meu corpo, não valho nada mais que qualquer uma que cruzar seu olhar numa sexta-feira a noite. Não. Elas com certeza seriam tratadas com respeito e carinho. 

Isso é mais um desabafo do que um texto bem escrito. Um desabafo do que eu passo por você e da falta de reciprocidade em tudo. Tudo. Você mal se preocupa comigo e quando o faz, não dura mais do que 1 minuto. Sua falta de insistência me deixa puta e me faz querer chorar.
Não tem alguma coisa que você faça que não me faça ter vontade de cair em lágrimas e pedir para quem estiver ouvindo, que faça passar a dor que sinto com você por perto. Mas é incrível a dor da abstinência. Nunca tive vício algum e de repente, você virou um. Te ter por perto é doloroso, mas te ter longe me leva a loucura. A loucura que eu mesma crio. Que toda e qualquer imagem que meu cérebro possa criar já sirva de dor. 

Você me mudou e não foi para melhor. Me tornou uma pessoa dependente e tirou de mim meu orgulho, meu pensar frio ao maltrato e a minha força de dizer não pela falta de respeito. Sinto que em mim, a única coisa que sobrou foi você. O resto foi arrancado e jogado aos mares, aos ventos; jogado para qualquer lugar fora de meu alcance. Porque além de você, o que sinto é impotência. E não fumei cigarros o suficiente para isso.

Quero acredita em karma e que todas as coisas que fez comigo terão troca. E que ela seja em forma de saudade bruta e arrependimento doloroso. Que eu possa te olhar por cima do ombro e sentir que toda minha dor foi recompensada em algum momento de nossas vida. Me recuso a acreditar que você sairá ileso de todo mal que me causou e de todo amor e carinho que você nunca soube usar. Se eu não acreditar em karma... Ah, querido... 




terça-feira, 10 de junho de 2014

Falemos um pouco da permanência

s.f. Ação de permanecer.
Estado do que é permanente.
Duração constante, continuação. 

Apaixonada por abismos, me vejo a beira de um. Daqueles tão altos e profundos que ao se jogar, há tempo o suficiente para retomar cada detalhe durante meus 20 e tantos anos. Anos tão intensamente vividos. Vívidos. Intensidade a qual é consequência da permanência de marcas deixadas em minhas camadas de pele. 
Ah! Quem dera aqueles, aquelas, aquilos soltassem-se de mim com a mesma facilidade das células que perco diariamente em meu corpo. Corpo o qual é constituído de 70% de água e que o deixam em formas de várias dúzias de lágrimas ao sentir sua permanência em meus 206 ossos. 
E eu, que apaixonada por coisas profundas, me deparei com a total contrariedade de sua constância em mim. Nós. Sim, nós tão efêmeros. Eu tão abundante e você tão raso. 

Apaixonada por abismos, me vejo como um. Profundo o suficiente para que haja tempo para se perder em mim e nos mistérios que escondo por trás de minhas córneas. Mistérios os quais enlouquecem meus nervos motores e sensitivos. 
E você tornou-se parte de um a medida que tornou-se parte de mim. Mas deixe que meu sistema nervoso se sobrecarregue dado que a loucura está em contradições e não em respostas. Suas certezas acalmam meu hemisfério esquerdo que há tanto lutam por um resultado final, porém atrofiam meu hemisfério direito que se alimenta de incertezas para te tornar uma. Mas não.

Apaixonada por abismos, caí em um. Desta vez ele é parecido com você, raso. Não há mistérios e meu hemisfério esquerdo sorri, pois a certeza é apenas uma. A certeza de minha queda é igual a de sua constância em mim. 

Permanente. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Validade expirada

O desabafo do lado escondido de mim começa com uma foto.

Não sei bem qual foto. Qualquer uma que une você e uma garota serve. As olho com uma tristeza inconfundível no peito e nos pequenos olhos escuros. Te olho sorrindo e penso "caralho, como eu adoro esse sorriso." Eu, amante eterna de caras barbudos acho seu bigode grande e o cavanhaque a coisa mais charmosa de todas. Acho que também combinam com seu sorriso. 
Penso novamente "como alguém recusa isso?" e entendo o porquê de sempre aparecer com tantas mulheres, lindas, diga-se de passagem embaixo de seu braço. É óbvio. Seus olhos quase tão escuros quanto os meus conseguem transmitir ambos alegria e charme. Quase que simultaneamente. 
Uma análise mais detalhada de você revelaria como sua bundinha é gostosa. De olhar, tocar, morder. E o jeito engraçado que você anda. O seu jeito tão sorridente e tranquilo traz surpresa quando você segura forte o cabelo e meu rosto na hora de beijar. Com firmeza e segurança. Com gosto. E é aí que eu lembro do teu gosto. 
Ah, se você soubesse como eu observo o movimento que seus lábios fazem quando falam ou como seus olhos e sobrancelhas caem pesados ao falar de algo com seriedade. Tuas mordidas me deixam roxa por dias e eu não lembro de ter reclamado delas uma vez sequer. É marca do querer. As dores na parte interna na coxa me lembram do quanto nos quisemos por 20 minutos, meia hora, talvez uma.
O tom elevado da sua voz e modo estúpido que usa com ele faz meu sangue ferver e pronunciar meia dúzia de palavras que minha vó ficaria brava de ouvir. Mas o tom doce da sua voz quando vem por trás bem pertinho no pé do meu ouvido me causa arrepios intensos porque sempre vem seguido de suas mãos segurando forte alguma parte do meu corpo. Quando meu corpo se junta no seu, sinto paz. Acho que é isso que querem dizer com seu "lar" não ser algo, mas alguém.
Sei que não acredita em Deus, mas só ele sabe o tamanho da preocupação que tenho com você. Acho que se um dia eu te ver chorar, meu coração vai quebrar. Não aguento te ver mal. Você sabe disso porque afinal, pra quem você sempre corre quando não ta bem?
Não sei se todas as meninas que são envolvidas pelos seus braços já notaram a força deles. Ou se elas conseguem sentir sua barriguinha quando te abraçam e apertá-la só porque sabem que você não gosta. Também não sei se elas sabem que você usa 38 e na maioria das vezes, feminino. Mas eu sei. 
Sei o que quer ser quando crescer e sua paixão por música. Suas bandas favoritas até sua calça favorita, que por uma acaso você perdeu e nunca mais a achou. 

Me perdi em você enquanto falava de você.

No momento, tem milhares de mulheres aos seus pés e não é difícil conseguir a que quiser. Exatamente. Eu sei que você consegue ter quem quiser ter. Afinal, cê já se olhou no espelho?
Você tem tantas. Tantas que podem ser e fazer bem melhor do que eu. Até porque nunca te vi hesitar uma. Sinto que com todas, você não precisa mais de mim. Minha validade expirou.
Procure outra Estrella pra ocupar o meu lugar. 
Preencha-o com milhares de coisas. 
Tire de mim algo que nunca foi meu

terça-feira, 22 de abril de 2014

Um, dois, três

Acho que vou desistir. 
Desistir de tentar desistir de você. 

Cada vez que eu me afasto um pouco de você, você se aproxima de mim. A cada pedaço seu que tiro de mim, você descobre um jeito de colocá-lo de volta. Não importa quantas lágrimas eu derrube ou quantos amigos eu procure. No fundo eu sei somos, bem, nós. 
Adoro nos classificar como nós. Em todos seus sentidos. Nós de eu e você. Nós de nó no plural. Somos algumas amarrações que adoram ser desamarradas e depois apertadas com um nó forte. Somos menos poéticos do que isso, mas essa é a definição que dou a nós.
Milhares de mensagens foram trocadas sobre o mesmo assunto. Toda vez eu digo que ninguém nos conhece tão bem como nós. Não há como saber por todos os males que passamos e por todos os sorrisos e gozos compartilhados em 8 (quase 9) meses.
Não dá pra explicar as vontades sem hora e lugar. E nem todas as sextas-feiras suadas e muito menos cada encontro para resolvermos algo. E também como seu colo e seus braços me acolheram e confortaram no momento mais desesperador da minha vida. Em como eu me desculpei pela camisa molhada de lágrimas e como naquele dia, você foi tudo que eu precisava. 
Eu tenho um, dois, três.
Mas nenhum deles tem o bigode grande o suficiente pra eu enrolar enquanto jogo conversa fora e nem um cavanhaque em que eu passe minhas unhas compridas por para acariciar. Eles não precisam de alguma coisa no meio das pernas pra dormir abraçados e não me fazem virar sanduíche quando só a minha perna não é o suficiente.
Percebi esses dias que os três juntos não dão o tom da sua cor e o jeito que você sorri. Que nenhum toca guitarra, violão, baixo e bateria e reclama de dor no pescoço depois de um mosh pit. Estranhei como o conforto dos seus braços não chegam ao que eu tenho quando eu entrelaço o meu no seu.
Um, dois, três.
E nenhum me faz gritar.
Um, dois, três.
Nenhum é você.